Árvores Cultivadas para fins de restauração

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A recuperação de áreas degradadas tornou-se uma agenda estratégica para o Brasil: são cerca de 19 milhões de hectares de áreas degradadas, além das pastagens com algum nível de degradação. A restauração ecológica é uma das atividades que podem contribuir significativamente para o enfrentamento das mudanças climáticas em escala global – um dos grandes desafios do século XXI.

Nesse cenário, surgem empresas dedicadas a essa atividade, cujos objetivos se voltam ao restauro de milhões de hectares em diferentes biomas brasileiros, trabalho viabilizado a partir de modelos de negócio que podem incluir a comercialização de produtos florestais (madeireiros e não madeireiros), além de créditos de carbono.

A Society for Ecological Restoration (SER) define restauração ecológica como o processo de auxiliar na recuperação de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído. A restauração pode ser promovida a partir do plantio direto de mudas ou sementes nativas e pela regeneração natural (assistida ou espontânea).

Com o cultivo de espécies nativas, as áreas, antes degradadas, podem voltar a abrigar vida, recuperar seus ciclos naturais e contribuir diretamente não só no âmbito climático, mas também proporcionar benefícios para a população rural como emprego e renda – ao demandar mão de obra local desde a coleta de sementes e produção de mudas até o plantio e monitoramento.

As árvores cultivadas com esse propósito ajudam a recompor ecossistemas, melhorar a qualidade do ar, nascentes e solos, além de sequestrar carbono da atmosfera — um serviço ambiental essencial em tempos de emergência climática.

Restaurar florestas nativas é:

mais que uma necessidade, uma oportunidade para o futuro!

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Recuperar ecossistemas degradados.

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Proteger a biodiversidade.

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Valorizar o conhecimento tradicional.

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Gerar emprego no meio rural.

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Melhorar a qualidade do ar e da água.

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Mitigar o impacto das mudanças climáticas.

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A restauração ecológica é estratégica para o Brasil e representa um modelo inovador capaz de gerar resultados positivos para a economia, a sociedade e o meio ambiente.

Trata-se de uma atividade que vai além da resposta à crise climática: é também uma solução concreta para enfrentar outros grandes desafios deste século, como a perda de biodiversidade, a escassez de água e a segurança alimentar.

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Mercado de Carbono:

Na restauração, a principal forma de obtenção de carbono florestal é com o aumento de remoções e estoquesa partir do plantio de árvores que, à medida que crescem, absorvem o CO2, transformando o carbono em biomassa.

Essa capacidade de sequestro de carbono pode ser convertida em créditos, que funcionam como um “certificado” e podem ser negociados por empresas e governos para compensar suas emissões.

 

Pagamentos por Serviços Ambientais

Além do Mercado de Carbono, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um importante instrumento econômico para estimular a recuperação, manutenção, e melhoria de ecossistemas. 

As atividades de restauração ecológica promovem diversos serviços ecossistêmicos como os de provisão de bens e produtos – alimentos (açaí, castanha), madeiras e fibras; serviços de suporte que ajudam a manter a perenidade da vida na terra – ciclagem de nutrientes, a decomposição de resíduos, polinização, a dispersão de sementes, o controle de populações de potenciais pragas e de vetores potenciais de doenças humanas, a biodiversidade e do patrimônio genético; serviços de regulação – como o remoção de carbono, a melhoria da qualidade do ar, a atenuação de eventos extremos, equilíbrio do ciclo hidrológico, a minimização de enchentes e secas e o controle dos processos de erosão e de deslizamento de encostas; além de serviços culturais que trazem benefícios imateriais à sociedade como recreação, lazer e turismo. 

Por isso, incentivos aos serviços ambientais na forma de pagamentos podem auxiliar no aumento de escala destas iniciativas, bem como estimular o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos diversos elos que compõe a cadeia de restauração, fomentar a ampliação de novos setores como a socio-bioeconomia, além de tornar-se um pilar fundamental para a agricultura sustentável por meio do aumento da fertilidade dos solos – componente essencial para produção agrícola.